O roteiro de “Feito Pipa”, assinado por André Araújo, egresso da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), levou o cinema brasileiro ao pódio da 76ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim. O longa recebeu o Urso de Cristal e o Grande Prêmio do Júri Internacional de Melhor Filme na seção Generation KPlus, dedicada a produções voltadas ao público jovem.
Com os dois reconhecimentos, “Feito Pipa” tornou-se o filme brasileiro mais premiado desta edição da Berlinale. A direção é de Allan Deberton.
Natural de Russas, no Ceará, André Araújo formou-se em Comunicação Social, com habilitação em Radialismo, pela Uern, em Mossoró. Posteriormente, concluiu mestrado em Comunicação pela Universidade Federal do Ceará. Foi durante a graduação que estreitou a relação com o audiovisual e iniciou projetos que resultariam em sua atuação no cinema.
A origem de “Feito Pipa” remonta a uma visita às ruínas da antiga cidade de São Rafael, no Rio Grande do Norte. O local serviu de cenário para o curta-metragem “Águas passadas que movem moinhos”, trabalho de conclusão de curso de Araújo. Anos depois, a paisagem voltaria como referência para a construção da história do novo longa. Em entrevista ao Diário do Nordeste, o roteirista afirmou que o cenário se tornou base para desenvolver a trajetória de Gugu e Dilma, com foco em memória e identidade.
No filme, Gugu é um garoto que sonha em se tornar jogador de futebol. Criado pela avó, ele enfrenta a possibilidade de morar com o pai, com quem mantém uma relação marcada por conflitos. A mudança altera sua rotina e impõe decisões que atravessam o período da infância. O elenco reúne Lázaro Ramos, Yuri Gomes e Teca Pereira.
Antes de “Feito Pipa”, André Araújo foi premiado pelo roteiro de “Pacarrete”, protagonizado por Marcélia Cartaxo.




















































