A Polícia Federal autuou a empresa responsável pela segurança privada do Carnaval de Apodi deste ano por operar de forma clandestina, sem a devida autorização do órgão.
Segundo a PF, foi realizada uma fiscalização no município, motivada por denúncias e pelas imagens que registraram a agressão a um jovem surdo por indivíduos contratados para atuar na segurança do evento.
O episódio ocorreu na terça-feira (17) de Carnaval e gerou indignação na sociedade. Após o fato, na quinta-feira (19) da mesma semana, um dos suspeitos foi autuado em flagrante, em Mossoró, por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e receptação.
À época, a Polícia Civil iniciou investigação sobre o caso, e a Prefeitura de Apodi determinou a apuração imediata dos fatos junto à empresa responsável pela segurança.
A atuação na área de segurança privada está condicionada à autorização prévia e válida da Polícia Federal. No Brasil, somente empresas devidamente autorizadas podem prestar serviços e contratar vigilantes, que devem possuir formação específica e Carteira Nacional de Vigilante (CNV) válida, conforme a legislação em vigor.
Relembre: Prefeitura afirma que irá apurar caso de agressão a jovem surdo durante o Carnaval de Apodi
A Polícia Federal informou que foi lavrado auto de encerramento das atividades irregulares da empresa, e a Prefeitura de Apodi foi formalmente notificada acerca da contratação, com o objetivo de prevenir novas ocorrências dessa natureza.
A empresa poderá responder pelas irregularidades relacionadas à prestação clandestina de serviço de segurança privada.
A reportagem procurou a Prefeitura de Apodi e aguarda novo posicionamento após a notificação da PF.

















































