Com informações do Governo do Estado
O comércio exterior do Rio Grande do Norte apresentou no ano de 2025, um desempenho histórico, alcançando o maior saldo já registrado em sua balança comercial. No período, as exportações estaduais totalizaram US$ 1,0 bilhão, enquanto as importações somaram US$ 436,7 milhões, resultando em um superávit recorde de US$ 649,6 milhões. Esse resultado representa um crescimento de 18,7% em relação a 2024. Essas e outras informações estão disponíveis no Boletim Anual da Balança Comercial do RN divulgado nesta quarta-feira (07), pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, da Ciência da Tecnologia e da Inovação.
Ao longo de 2025, o RN ampliou sua inserção internacional com a abertura de 14 novos mercados, comparado a 2024, passando a exportar para: Bangladesh, Burundi, Cabo Verde, Ilhas Cayman, Geórgia, Guiana, Haiti, Luxemburgo, Mauritânia, Paquistão, Serra Leoa, Suécia, Ilhas Turcas e Caicos e Ucrânia.
Mesmo diante de desafios impostos ao comércio internacional como as tarifas adotadas pelo governo dos Estados Unidos, que impactaram não apenas o Rio Grande do Norte, mas o comércio exterior brasileiro como um todo, o estado demonstrou capacidade de adaptação. No que se refere às exportações para o mercado norte-americano, o RN registrou no ano passado US$ 91,2 milhões em vendas externas, o que representa um crescimento de 35,9% em relação ao ano anterior, mesmo sob um ambiente externo mais restritivo.
“Esse desempenho positivo está diretamente associado às medidas de incentivo às exportações implementadas pelo Governo do Estado. Entre elas, destaca-se o Decreto nº 34.771/2025, que ampliou a desoneração do ICMS para empresas beneficiadas pelo Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do Rio Grande do Norte (PROEDI), fortalecendo a competitividade da produção local. Soma-se a isso o Decreto nº 34.967/2025, que regulamentou o Programa RN+ Mais Exportação, uma política pública voltada ao estímulo das exportações e à diversificação de mercados, com foco especial nas micro e pequenas empresas, ampliando sua inserção no comércio internacional”, destaca a Equipe Técnica da SEDEC.
Dentre os principais produtos exportados, tivemos o óleo combustível em primeiro lugar com US$ 495,6 milhões e como principal destino das exportações estaduais, o Panamá com US$ 468,4 milhões. No que diz respeito às importações, “outras gasolinas, exceto para avião” e “outros trigos e misturas de trigo com centeio, exceto para semeadura” em primeiro lugar, movimentando cada US$ 57 milhões, e o principal destino das importações com US$ 134,1 milhões foi a China.
“Os resultados da balança comercial de 2025 reafirmam a capacidade do Rio Grande do Norte de se inserir de forma competitiva e resiliente no comércio internacional, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas, tensões comerciais e reconfigurações nas cadeias produtivas globais. O expressivo crescimento do saldo da balança comercial ao longo do ano reflete o desempenho consistente de setores estratégicos da economia potiguar, com destaque para os segmentos energético e da fruticultura, que têm ampliado sua presença em mercados externos e agregado valor à pauta exportadora do estado” afirma o secretário de Desenvolvimento Econômico, Alan Silveira.



















































