O coordenador-geral do Sindicato dos Petroleiros e Petroleiras do Rio Grande do Norte (Sindipetro-RN), Marcos Brasil, fez uma publicação nas redes sociais questionando as empresas que produzem petróleo no estado sobre a falta de investimentos no setor.
Segundo ele, atualmente, cerca de três mil unidades de bombeio, popularmente conhecidas como “cavalinhos”, estão paralisadas em todo o estado.
“Cada unidade parada significa cinco empregos a menos para o povo potiguar. No Rio Grande do Norte, nós temos em torno de três mil unidades dessas sem produzir petróleo. Tem petróleo embaixo da terra, mas elas não estão produzindo porque está faltando investimento”, criticou.
Marcos Brasil cobra das operadoras que atuam no Rio Grande do Norte os investimentos necessários para retomar a produção e, consequentemente, gerar empregos.
“Nós estamos cobrando a Brava Energia, a PetroReconcavo e a própria Petrobras. Cadê os investimentos no setor de petróleo do Rio Grande do Norte? Essas unidades de bombeio paradas são empregos a menos para o nosso povo. Essas empresas precisam ter responsabilidade. Se adquiriram as concessões dos campos, têm que investir para produzir. É preciso compromisso com o nosso estado e com a geração de empregos para os potiguares”, concluiu.
Recentemente, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) determinou a interdição temporária de parte das instalações da Brava Energia, na Bacia Potiguar. A medida foi tomada após a conclusão de uma auditoria da Superintendência de Segurança Operacional (SSO) da ANP, que identificou a necessidade de adequações a serem feitas.
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De acordo com a Brava, a interdição causaria um impacto estimado de 3,5 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d) na produção média de outubro, o que representa 3,8% da produção registrada no terceiro trimestre de 2025.















































