Com informações da Polícia Científica do RN
A Polícia Científica do Rio Grande do Norte incorporou ao seu parque tecnológico um equipamento de alta complexidade voltado à investigação de crimes sexuais e de violência contra a mulher. O estado adquiriu o Equipamento Multiespectral Forense SAFE PRO SYSTEM ULTRA, ao custo aproximado de R$1 milhão, ampliando a capacidade técnica da perícia criminal.
A tecnologia permite a identificação não invasiva de lesões ocultas, como hematomas subcutâneos, além da detecção de fluidos biológicos — entre eles sêmen e saliva — que não podem ser percebidos a olho nu. Os exames podem ser realizados tanto no corpo das vítimas quanto em roupas e outros materiais relacionados ao crime.
O uso do equipamento possibilita a produção de provas com maior precisão e rapidez, reduzindo a necessidade de procedimentos invasivos. A metodologia contribui para a coleta qualificada de vestígios, preservando a integridade física das vítimas e mantendo o rigor científico exigido nos laudos periciais.
O modelo adquirido pelo Rio Grande do Norte está entre os primeiros em operação no mundo e é o primeiro em funcionamento no Brasil. A incorporação do sistema posiciona a perícia potiguar entre os poucos órgãos que utilizam esse tipo de tecnologia na apuração de crimes sexuais.
Além do impacto técnico, o equipamento fortalece a atuação da Polícia Científica na apuração de crimes contra mulheres, crianças e adolescentes, ao oferecer instrumentos mais eficazes para a comprovação material das agressões. A expectativa é de que a nova ferramenta contribua diretamente para a elucidação dos casos e para a responsabilização dos autores.
Com a entrada em operação do SAFE PRO SYSTEM ULTRA, o estado amplia o uso de ciência aplicada à segurança pública e atualiza os protocolos periciais utilizados nas investigações de violência sexual.























































