A Polícia Federal realizou, nesta terça-feira (27), o balanço da operação deflagrada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) para apurar suspeitas de desvio de recursos públicos e fraudes em licitações na área da saúde. Ao todo, foram apreendidos R$219 mil em dinheiro, distribuídos em sete locais de busca, além de 20 celulares, 17 mídias eletrônicas, entre computadores e pen drives, e dois veículos.
A Justiça autorizou o cumprimento de 35 mandados de busca e apreensão em municípios do Rio Grande do Norte. As diligências ocorreram em Mossoró, Natal, Paraú, São Miguel, Upanema, Serra do Mel, Pau dos Ferros e José da Penha. A operação conta com a participação de 163 policiais federais e cinco auditores da CGU
Em Mossoró, equipes da Polícia Federal atuaram em diferentes pontos da cidade, com ações nos bairros Nova Betânia e Aeroporto. Um dos alvos foi uma distribuidora de medicamentos, identificada nas investigações como fornecedora de insumos para a rede pública de saúde. Os levantamentos apontam indícios de falhas na execução de contratos, incluindo suspeitas de não entrega de produtos, fornecimento em desacordo com o que foi contratado e sobrepreço.
A operação investiga empresas sediadas no Rio Grande do Norte que mantinham contratos com administrações municipais de diferentes estados. Auditorias realizadas no curso das apurações identificaram inconsistências na execução contratual e no uso de recursos públicos destinados à saúde.
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, está entre os alvos da operação. Em nota, a defesa informou que houve cumprimento de mandado judicial de busca e apreensão, destacando que a investigação tem como foco contratos firmados entre municípios e empresas fornecedoras de medicamentos, envolvendo diferentes entes públicos. Segundo o posicionamento, não há, até o momento, elementos que vinculem diretamente o prefeito aos fatos apurados. A defesa também informou que não houve afastamento do cargo nem aplicação de medida restritiva pessoal.
As investigações seguem em andamento. Os envolvidos poderão responder por crimes relacionados a desvio de recursos públicos e fraudes em contratações administrativas, conforme o avanço da análise do material apreendido.

















































