Mossoró vai ganhar um complexo ambiental multi-institucional para promover o desenvolvimento sustentável e a defesa do meio ambiente. O equipamento será instalado no Parque Municipal Professor Maurício de Oliveira, cujo controle será repassado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) nos próximos meses. Futuramente, o parque será administrado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA-RN).
Uma cooperação técnica foi assinada entre IBAMA e IDEMA como ponto de partida para a execução do projeto. A iniciativa envolve também o ICMBio, a Polícia Ambiental e o Governo do Rio Grande do Norte.
Com a criação do complexo ambiental, a expectativa é promover a requalificação urbana e o uso sustentável da região de Mossoró, transformando-a em um centro para a defesa e restauração da Caatinga.
“A Caatinga é o segundo bioma mais castigado do Brasil, atrás apenas da Amazônia. Ele está localizado no semiárido do Nordeste, e mais de 90% da área do Rio Grande do Norte pertence a ele. Por isso, sua preservação é tão importante e exige uma ação mais integrada, sobretudo em relação ao desmatamento”, disse Rivaldo Fernandes, superintendente do IBAMA-RN, ao Jornalismo TCM.
A ideia é concentrar todos os serviços ambientais da cidade e da região em um só local, permitindo uma ação integrada. “Dessa forma, quando um empresário solicitar licença ambiental, a fiscalização será conjunta e mais eficiente”, explicou o superintendente.
Segundo o IBAMA, já está sendo realizado um levantamento inicial do parque para a elaboração do projeto do complexo ambiental. Quando o projeto executivo estiver concluído, ele será enviado à presidência do instituto, solicitando a sessão ao IDEMA-RN.
Outro ponto considerado pelo IBAMA é a utilização do parque pela população. O plano é realizar melhorias para oferecer um espaço de qualidade ao público.
“São necessárias melhorias, como instalação de iluminação, requalificação do espaço e reorganização das trilhas. Uma sugestão é criar uma nova trilha em uma área de mata preservada, que dará acesso ao rio, oferecendo um espaço de contemplação seguro e sustentável, sem impactar o meio ambiente”, afirmou Rivaldo Fernandes.















































